Cartas sem destino

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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Há coisas que não têm de ser ...

Imagem retirada de http://amorlivre.blogs.sapo.pt/arquivo/cartas.jpg

 

Isabella e Pilar fecharam a porta, olharam uma para a outra, sorriram e disseram simultaneamente:

- Vamos começar uma nova vida!

E encaminharam-se para o carro e dirigiram-se para a nova casa.

Passou um mês, dois meses ... e à antiga morada das duas amigas chegaram duas cartas, duas cartas de amor, de paixão, de arrependimento , no entanto vieram tarde demais. Por vezes, o ser humano é complicado, cheio de indecisões, de medos, de desconfiança e isso leva a não querer arriscar com receio de viver o verdadeiro amor, de ser feliz somente. E , se por vezes, as mulheres são mais emotivas, mas impulsivas; os homens são mais racionais... e isso aconteceu com João e Miguel ... tiveram medo de arriscar a felicidade e acabaram por percebê-lo tarde demais. Para quem diz que não há destino, se calhar há ... pois existem coisas, relações que por mais intensas que possam  ter sido, não têm de ser por uma ou mil razões misteriosas. Afinal, eles chegaram tarde demais  ... resta-lhes somente o passado, memórias perdidas no tempo em que cada uma daquelas palavras expressará um amor que já foi e já não o é.

A vida é feita de cartas sem destino, cartas que chegam a um local mas nunca ninguém as lerá, cartas que ficam guardadas na gaveta e que quem as escreveu não teve a coragem de as enviar, cartas que ficam guardadas apenas no pensamento e no coração e nunca passarão para o papel ... a vida é feita de percas e de ganhos, de palavras e de silêncio ...

 

FIM

 

( E assim, este blog chega ao fim, obrigado a todos que nos leram nestes meses!

Mas não pensem que é um adeus, brevemente daremos início a um novo projecto conjunto.)

 

Ennoea e Raquel

 

publicado por Ennoea às 14:43
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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Deitar fora o passado

Imagem retirada de http://ferrus.blogs.sapo.pt/arquivo/cartas-020304-3.jpg

 

Naquela segunda-feira pela manhã, Isabella e Pilar acordaram cedo, preparam-se e agarraram no caixote das cartas e dirigiram-se ao ecoponto, estava na altura de deitarem as cartas fora e assim o fizeram ...

Decidiram ir tomar o pequeno-almoço a um café junto da praia e decidirem se realmente iriam mudar de apartamento ou não.

Acabaram por decidir que iriam fazê-lo, Pilar ligou logo ao senhorio a informá-lo que no final do mês se iriam mudar.

E começaram logo a planear a decoração da nova casa que ficaria por sua conta, tinham quase um mês para se entreterem com os móveis, cortinas, tapetes, edredons ...e nos seus tempos livres andavam tão atarefadas que se iam esquecendo do seu passado, das suas desilusões amorosas, de tudo ... a alegria tinha regressado àquela casa, as discussões emocionantes e empolgantes ...

Até que chegara o dia de entregar a chave ao senhorio e mudar para a nova casa.

 

publicado por Ennoea às 07:51
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Sinais do Destino

 

 

 

 

Eram 23 horas quando Pilar abriu a porta de casa, Isabella esperava-a ansiosamente para lhe contar o que lera e para dizer a amiga a promessa que tinha infringido. Pilar também era curiosa por isso a atitude da amiga não a estranhou, mas ficou espantada com os sinais que a vida lhe poderia dar. Isabella disse-lhe que deixará uma carta para ela ler, mas teria que ser sozinha como ela o fez. Pilar estava tão cansada que foi tomar um duche, vestir o seu pijama dos ursos, beber um copo de leite e a carta ficaria para o dia seguinte, pois estaria sozinha em casa. Mas disse a Isabella:

- Sabes, amiga, acho que deviamos deitar estas cartas todas fora, na reciclagem. Acho que precisamos de começar uma nova etapa nas nossas vidas.

- Concordo contigo, Pilar! Cartas fora, homens fora... temos é que nos divertir e viver, já basta o nosso trabalho desgastante!

- Tens razão, Isabella! Sabes, tenho uma coisa para te dizer ... mas no fim de semana falamos com mais calma, fizeram-nos uma proposta e acho que devemos pensar bem!

- Está bem, no domingo estás em casa? Eu só entro no turno da noite.

- Eu também, Isabella! Acho que vamos passar o dia a nos aturarmos uma à outra. Bem, vou dormir! Descansa, amiga ... amanhã é um novo dia!

- Descansa, Pilar! E assim que leres a carta, liga-me. Estou curiosa com essa última carta!

- Sim... cusca ... ligou-te!- rematou Pilar, indo direitinha para o seu quarto.

No outro dia de manhã, ainda meio a dormir, abriu a carta , era de uma mulher para o seu amante, uma carta de desespero, de angústia. À medida que ia lendo a carta as suas lágrimas rolavam pelo rosto, já estava como Isabella será que o destino, a vida, o tempo lhe queriam dizer alguma coisa?

 

" Meu Amor,

Sempre te jurei amor eterno, sempre te disse que eras o amor da minha vida, mas nunca te escondi que era casada, que tinha quatro filhos e um marido que me dava tudo. Nunca te escondi que sem ele não seria a mulher que sou hoje. Nunca me prometeste eternidade, nunca disseste verdadeiramente que me amavas, mas no fundo de mim mesma eu sabia-o. Podes pensar que sou uma qualquer que salta de aventura em aventura, que salta de cama para cama, mas não ... desapareci porque o meu marido descobriu que eu tinha um amante, fez chantagem comigo, tentou suicidar-se, ameaçou os nossos filhos ... neste momento vivo num Inferno, com medo, com vergonha, com tudo ... o que mais te posso dizer? O nosso amor arruinou a minha vida, destruiu tudo o que tinha ... por isso desapareci ... o único alento que trago é o amor dos meus filhos e é por eles que vivo não por mim ...

Para sempre com Amor

Denise"

 

Pilar chorava compulsivamente ... será que tinha acontecido o mesmo ao seu amor, ele era um homem forte aparentemente, mas era tão frágil às vezes ... naquele momento Pilar sentiu que estava a perdoar-lhe a sua ausência, o seu silêncio, teria que caminhar em frente  ... Pegou no telefone e ligou a Isabella ... contou-lhe o teor da carta ... e esta respondeu-lhe:

- Amiga, eu também já perdoei o meu ... temos de seguir ambas em frente , seguir com as nossas vidas, afinal temo-nos uma à outra, não é verdade?

- Claro que sim ... amigas para sempre!

Imagem retirada da net

 

publicado por Ennoea às 11:00
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Não há coincidências ...

Imagem retirada de http://amadeo.blog.com/repository/292005/852989.jpg

 

Isabella andava inquieta pela sala, estava sozinha, precisava de se distrair daquele tormento do passado. Agarrou numa carta e nem se lembrou do que tinha prometido a Pilar, nunca lerem uma carta sozinhas, sempre as duas. Mas a sua amiga também não andava bem, tinha sido transferida para um serviço extremamente exigente a nível humana, havia dias que chegava de rastos, chorava e a sua vida pessoal estava de mal a pior. João tinha-lhe prometido a felicidade, tinha-lhe prometido amor eterno, mas Pilar chegará à conclusão que tinha sido mais uma aventura amorosa na sua vida, mais uma conquista para alimentar o seu ego masculino; nunca lhe pedirá para deixar a sua família, apenas lhe pedirá a verdade e não a mentira.

Isabella pensava para si mesma que os homens eram todos iguais e o melhor mesmo era ficar sozinha, Miguel tinha mudado de cidade repentinamente e nem lhe dera uma justificação.

Foi à cozinha buscar uma caneca de chá de camomila e umas areias, olhou para o caixote de cartas e tirou uma ao acaso, Pilar compreenderia que a solidão daquele dia teria sido preenchida por mais uma carta, uma vida desconhecida ... verificou que faltavam apenas duas cartas para abrir ... retirou a penúltima, a outra ficaria para Pilar.

Abriu o envelope devagar, era uma carta de um homem, com uma caligrafia perfeita, denotava-se um equilíbrio, uma perspicácia naquela letra.

 

"Londres, 17 de Janeiro de 2004

 

Querida Alexandra,

 

De certo estranharas esta minha carta, estás longe da nossa terra, longe dos teus familiares, longe dos teus amigos. Descobri a tua morada por um amigo comum e precisava de escrever-te a contar-te a verdade esperando que me possas perdoar. Sei que fugiste da vergonha, da humilhação que te fiz passar, sei que te abandonei no altar, que fugi de ti e de todos não tendo coragem para revelar o meu maior segredo. Sei que jamais me perdoarás, mas quero que saibas a verdade e o quanto me custou deixar-te ali, mas não podia casar contigo. Não podia permitir a mim mesmo, fazer-te infeliz para toda a vida, sempre acreditei que encontrasses alguém que te amasse de verdade e que me pudesses esquecer. Preferi assim. Não julgues que não te amei, amei-te com todas as minhas forças, não com paixão, não com desejo carnal, amei-te como amigo, como irmão, com a maior pureza que o Amor pode ter, nunca tive coragem para te dizer que amava outro homem, nunca consegui dizer-te que sexualmente não me sentia realizado contigo mas com outro, por isso evitava tantas vezes a intimidade, tu lembras-te disso ... Deixei arrastar a situação, evoluir o namoro com medo de te magoar, mas não podia adiar mais esta mentira, não podia permitir que ambos fossemos infelizes e quem sabe até os nossos filhos se os tivessemos.

Alexandra, perdoa-me por tudo o que te fiz, mas acredita que o meu amor por ti foi o mais puro e ingénuo de todos.

Um beijo para sempre

Filipe"

 

Isabella estremeceu ... será que tinha acontecido o mesmo ao seu noivo e vinha-lhe à mente uma frase ... "não há coincidências".

 

publicado por Ennoea às 15:13
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